Estágio CG AKP 21/02/2009

Sábado passado lá fui feliz e contente a Almada para o estágio da Comissão de Graduações da AKP orientado pelo Francisco Carvalho e pelo prof. Joaquim Caleiro.

Os tatamis do Ginásio Clube do Sul foram pequenos para os presentes, estiveram representados vários clubes da AKP e aikidocas da AAS, no inicio da aula lembro-me perfeitamente de ter sentido um prazer especial em vêr um tatami tão cheio.

As técnicas vão sendo introduzidas alternadamente pelo prof. Joaquim e pelo Francisco Carvalho, e é fácil perceber o que é que está a ser transmitido, qual a sucessão dos movimentos e o porquê nos estão a ser apresentados daquela forma. Podemos concluir que a Comissão de Graduações prepara muito bem os seus estágios, e é extremamente agradável vermos a interacção entre os dois professores.

Quase a chegar ao final do treino da manha, fizemos uma técnica em que atacavamos com um mae geri o nage que estava em swari waza, nunca tinha feito mas com as explicações acabei por começar a explorar o movimento com alguma confiança. A queda preocupava-me um pouco, aquela coisa de cair de costas enquanto nos agarram uma perna não é nada confortável. Durante um exercicio “apercebi-me” que o colega do lado ia cair mal e coloquei a minha cabeça entre o tatami e o seu traseiro de forma a que ele não se magoasse, ou talvez não foi bem assim que as coisas se passaram, mas os momentos imediatamente anteriores a ter o meu crâneo esborrachado contra o tapete estão um pouco confusos. Acabei por faltar ao treino da tarde, já treinei aikido com pulsos ligados e costelas doridas, agora com dor de cabeça é coisa que ainda não consegui fazer.

Recomendo os estágios da Comissão de Graduações da AKP, e pelo número de praticantes presentes não devo ser o único,

Voltando ao Aikido

Inicie há dias a leitura do livro “Aikido for Life” do Gaku Homma.

Gaku Homma é conhecido como sendo o ultimo ushi dechi de O’Sensei, o que quer dizer, que além de ter aprendido Aikido directamente com o Morihei Ueshiba teve também inúmeras oportunidades para lhe carregar as malas, preparar o banho, etc…

O 1º capítulo do livro chama-se “Your life is your Dojo”, destaco os seguintes parágrafos:

“In practicing Aikido, all aikidoists – begineers and instructors alike – need to find the heart of Aikido and integrate it into their daily life. Our days are filled with hard work, obligations and responsabilities. How many hours can you spare for Aikido practice? Two or three the most. Can you do that everyday? Not realistically. For most, only a small part of life is spent in the physical practice of Aikido.

An instructor of martial arts is called a shihan, meaning “one who sets an example”. For many years I have challenged myself to find the true meaning of being a shihan. An instructor may be very good at Aikido, with excelent techniques, beautiful rolls and wrists so strong that stimulation techniques have no effect. But what does this all mean? An ability to practice and teach techniques means very little unless a person has learned something from Aikido and applies what has been learned to daily life. He or she should not be a teacher only in the dojo, or a teacher of physical tecniques alone.”

Há por isso que continuar o Aikido também no blogue.

Is the Dalai Lama an Atheist?!?

A pergunta faz-me esboçar um sorriso. Já por várias vezes debati com amigos meus sobre a existência ou não de deus, e o que lhes tento transmitir é que para o Budismo a questão não se coloca, é um bocado tonta. O problema ou não da existência de deus é cultural e centrada no lado ocidental do globo lá para os orientes a coisa funciona de modo muito diferente.

Desta vez a explicação vem de Alan Wallace, alguem que aprendi a admirar, a sua resposta começa assim.

“In the framing itself, the question is already skewed. It’s not so obvious to a person who’s totally immersed in Western civilization and has almost no understanding of anything outside of Western civilization. Frankly, so much of this antireligious rhetoric from the likes of Richard Dawkins is just wildly unconsciously and uncritically ethnocentric. Do the Buddhists themselves ask, ‘are we atheists?’ Well, I’ve never seen that question posed. In Buddhism that would be regarded as such a dumb and uninformed question that is not even worthy of a response.”

Se estiverem interessados, podem ouvir o resto da resposta aqui (a entrevista começa ao minuto 17)

“Unhas e saltos altos são armas de defesa pessoal”

Esta noticia do JN, é bastante esclarecedora de como ainda são enquadradas as artes marciais na nossa sociedade.

Sabendo que uma arte marcial é algo que exige esforço, tempo e bastante dedicação a aperfeiçoar, porque é que haveríamos de dedicar uma meia-dúzia de horas por semana, a prepararmo-nos para um evento, no caso da noticia uma agressão, que muito provavelmente nunca acontecerá?

Pessoalmente o que mais me espanta, é que sendo a violência na sociedade totalmente reprovável, porque é podemos alegar a auto-defesa, para nos dedicarmos ao dominio de técnicas violentas e que causam danos sérios. Não será mais correcto chamar armas de contra-ataque onde se lê armas de defesa pessoal?

— ADENDA —

O João Gobern no programa Pano Para Mangas da Antena 1, também falou nesta situação. Vão ouvir

Aikido – The Way of Harmony Podcast

Sou fã da tecnologia podcast, ouço bastante “rádio” enquanto trabalho ao computador, e gosto de poder ouvir o programa que quero à hora que quero.

Hoje descobri um bom podcast sobre Aikido, parece uma combinação perfeita.

É muito interessante ouvir gente que sabe a falar do que sabe, sem pretensiosismo ou fantasias, destaco a entrevista ao Shihan Robert Nadeau um dos poucos Shihans ocidentais.

Vão ouvir, Aikido – The Way of Harmony Podcast.

Hélio Gracie – 01/10/1913-29/01/2009

Faleceu recentemente Hélio Gracie com 95 anos de idade.

Podemos encontrar na net muitas histórias sobre Hélio Gracie e a sua arte marcial o BJJ(Brazilian Jiu Jitsu), a que mais me impressiona é esta:

Em 1955, Hélio Gracie lutou contra o judoca Masahiko Kimura no Maracanã.[2] Kimura ganhou usando uma chave de braço chamada ude-garame – que mais tarde seria chamada de kimura pelos gracies. Em 1994, durante uma entrevista, Hélio Gracie admitiu que ficou inconsciente ao ser estrangulado por Kimura, mas que reviveu e continuou lutando. A luta terminou com Kimura quebrando o braço de Hélio, que se recusava a bater (desistindo da luta). Seus técnicos então jogaram a toalha, terminando a luta. A imprensa brasileira relatou a luta como uma “vitória moral” de Hélio Gracie.”

Fica aqui o vídeo desta luta